Profissionais da área médica se reuniram na Esalq para capacitação sobre a Febre Maculosa Brasileira

Cerca de 100 profissionais de vigilância, unidades de Pronto Atendimento, Hospitais e Atenção Básica da rede de saúde de Piracicaba participaram, em 28 de agosto, de uma reunião de capacitação sobre a Fabre Maculosa Brasileira.

O encontro ocorreu na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com iniciativa do Grupo de Vigilância Epidemiológica XX (Piracicaba) e Superintendência de Controle de Endemias (Regional de Campinas), ambos da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Comissão de Prevenção e Controle da Febre Maculosa da Esalq.

Durante a programação, foram apresentadas palestras e discussão sobre os casos de ocorrência da doença na região. Segundo os organizadores, a Febre Maculosa Brasileira ocorre na região de Piracicaba desde o ano 2000. Entre janeiro de 2010 e agosto de 2018, foram notificados 2048 casos na região do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, sendo confirmados 116 casos. De janeiro a agosto de 2018 foram notificados 188 casos nesta região, confirmando-se 9 casos, dos quais 6 evoluíram a óbito. Nesta região, o maior número de casos confirmados da doença e o maior número de óbitos ocorrem no segundo semestre do ano, com um pico em outubro.

Essa atividade vem ocorrendo anualmente na Esalq, desde 2013, sempre em agosto, com objetivo de capacitar novos técnicos e promover a troca de experiências entre os profissionais dos diferentes municípios para enfrentar esta importante doença.

Na discussão final, foi mencionado que o que mais chama a atenção no caso desta doença não é o número de casos confirmados, mas sim a alta letalidade, o que se deve em grande parte à evolução muito rápida da doença e de outros agravos também apresentarem os mesmos sintomas que a febre maculosa como febre, dor de cabeça e dores pelo corpo.

A Febre Maculosa Brasileira é transmitida pelo carrapato-estrela, muito comum no estado de São Paulo, atacando diversos hospedeiros, inclusive o homem, mas principalmente o cavalo e a capivara. Durante o evento, destacou-se a importância da conscientização sobre os sintomas da doença e a necessidade de que o tratamento com antibióticos específicos seja feito já quando os primeiros sintomas sejam observados (primeiros 3 dias).

Estes sintomas não são específicos (principalmente dor de cabeça e febre alta), sendo por isso importante que o paciente informe, durante o atendimento médico, sobre a possibilidade de que tenha sido picado pelo carrapato-estrela, vetor da bactéria que causa a doença.

Texto: Caio Albuquerque, com informações do Grupo de Vigilância Epidemiológica XX (Piracicaba) e Superintendência de Controle de Endemias (Regional de Campinas)

Participantes do evento (divulgação)

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