Agrodestaque, a voz dos egressos: Fabiani da Rocha

Editoria: 

Trajetória acadêmica/profissional

Engenheira agrônoma formada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2008), fiz mestrado em Produção Vegetal (2011) pela mesma universidade, MBA em agronegócios (2014) e doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas (2015) pela Esalq, com período sanduíche na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Iniciei na iniciativa privada como melhorista de milho em março de 2015.

Atividades que se dedica atualmente

Atualmente sou melhorista de milho na Dupont Pioneer. Trabalho desde a escolha de genitores para a síntese de populações segregantes até o desenvolvimento de linhagens e híbridos, com amplo emprego das ferramentas moleculares e estatísticas para auxílio na seleção com foco no incremento do ganho genético considerando um ambiente com recursos limitados.

Desafios que essa atividade impõe aos profissionais

Acredito que o principal desafio seja a mutabilidade. O melhoramento depende de vários fatores que não estão no nosso controle, por exemplo: mudanças na estratégia da empresa e alterações climáticas. O melhorista está sempre pensando em 5 anos. Para isso, seleciona um número de populações, linhagens, e híbridos, visando o lançamento de produtos que tenham um diferencial no mercado. Mas de um ano para o outro a empresa pode mudar a estratégia, e o melhorista precisa estar pronto para atender as expectativas, mesmo que para isso precise alterar o planejamento de 5 anos. O clima também pode ser desafiador: como exemplo, planejamos uma série de testes para 2017. Todos os ensaios foram instalados, e temos uma chuva de granizo, uma geada tardia, calor ou chuva excessiva durante a polinização; e isso nos leva a perder boa parte dos materiais. Novamente, o melhorista precisa estar preparado para mover o pipeline e seguir buscando o aumento do ganho genético.

O que diria aos futuros profissionais que irão se inserir nessa área

Melhoramento é uma área multidisciplinar. Cada profissional precisa entender todo o processo. O tempo estará mais voltado à seleção, introdução de germoplasma, pesquisa por novas áreas do genoma com influência em caracteres de interesse, entre outras atividades. O melhoramento precisa de muitas pessoas, sendo assim, o valor mais importante é saber trabalhar em equipe.

Outro ponto é quanto ao inglês. Já ouvi falar que “a ciência fala inglês”. O pesquisador precisa conseguir ler, escrever e se comunicar em inglês.

Entrevista concedida em 8 de novembro de 2017, ao Grupo de Extensão em Genética e Melhoramento Genético de Plantas “Roland Vencovsky” (GVenck)

(divulgação)

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