AGRODESTAQUE entrevista Rodolfo Hirsch

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Trajetória e atuação profissional.

Sou engenheiro agrônomo formado em 2001 pela Esalq. Na minha graduação, sempre procurei focar naquilo que eu gosto, que é a Agricultura e os mercados agrícolas. Fiz estágios voltados para Economia Agrícola, tema que foi um diferencial muito grande na minha trajetória, além claro da dedicação e das horas investidas nos Departamentos de Produção Vegetal e de Economia, Administração e Sociologia. Fiz um longo estágio no Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no setor de grãos. Morei na “República Uspeão”, fundada em 1989, e isso me ajudou muito a amadurecer como pessoa e cidadão, conhecendo e respeitando outras culturas e histórias. Após formado fui fazer o mestrado. Foi extremamente útil, foram dois anos nos Estados Unidos. Aprendi muito sobre Economia Agrícola, Mercado, Gestão, Administração e, por fim, acabei me juntando à ADM, nos EUA, onde fiz um extenso programa de trainee em comercialização de grãos, uma das grandes trends globais de grãos. Aprendi muito sobre o setor e comercialização. Na sequência, o Rabobank me convidou para me juntar ao time de pesquisa, um time que faz muita análise de diversos setores do Agronegócio, análises de ofertas e demanda e análises de estratégias de companhias.

A que área ou setor se dedica atualmente? Fale um pouco sobre suas as atribuições e a importância delas para o mercado?

Atuei em diversas operações e consegui evoluir até a posição que estou hoje, de liderar o Departamento para o Rabobank na América do Sul. Nós assessoramos acionistas e donos de empresas a buscarem investidores ou, eventualmente, a sair de suas empresas. Esses investidores, por vez, ajudam a acelerar planos de crescimento. Auxiliamos, também, companhias globais a implementarem planos de crescimento, planos de entrada e, portanto, adquirindo companhias aqui na América do Sul para eles.

Quais os principais desafios desse setor?

Sou engenheiro agrônomo, busquei uma formação mais em Economia, em Gestão de Agronegócios e, ainda assim, precisei por conta própria ir atrás de muita literatura, de mentores, para entender melhores situações e poder encontrar as soluções para os problemas que vamos encontrando nos projetos e no dia a dia.

Que tipo de profissional esse mercado espera?

Uma recomendação para os formandos e para buscarem trabalhar naquilo que gostam, porque só assim irão se empenhar ao máximo e relevar os momentos desafiadores. O profissional tem que gerir suas carreiras de uma forma bastante responsável, porque nada é imediato, tem que ter muita paciência para crescer. O aprendizado vem no dia a dia, então administrem bem suas carreiras e avaliem bem o conjunto da oportunidade que é oferecida para vocês, porque isso tem a ver com o investimento que você faz da sua carreira. Acredito que isso ajudará vocês a serem resilientes, enfrentarem os momentos desafiadores com mais força, mais energia, com mais conhecimento e segurança e, portanto, aproximar vocês do potencial produtivo de cada um.

Texto: Caio Nogueira | Revisão: Caio Albuquerque 27/02/2018

Rodolfo Hirsch é egresso da turma de 2001 do curso de Engenharia Agronômica (Foto: Gerhard Waller)

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