AGROdestaque entrevista Fabio Ribas Chaddad (F-1992)

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Atuação profissional
Depois que me formei na ESALQ, em 1992, eu iniciei o mestrado em administração de empresas na FEA-USP com ênfase em agronegócios (PENSA). Entre 1993 e 1996, trabalhei em projetos de pesquisa e consultoria. Depois de concluir o mestrado, fiz doutorado em Economia Aplicada, na University of Missouri. Nesse período, iniciei meus estudos em cooperativismo, publicando vários trabalhos sobre o tema. Quando finalizei o doutorado, em 2001, aceitei a posição de professor assistente na Washington State University para realizar pesquisas e lecionar na área de agronegócios. Desde então, eu passei pelo Insper em São Paulo e hoje sou professor associado na University of Missouri.

A que área ou setor se dedica atualmente? Descreva as atribuições pertinentes ao cargo que ocupa. Qual a importância delas para o mercado?
Eu leciono, realizo pesquisas e também dou consultoria em agronegócio, com enfoque em cooperativismo e ação coletiva de produtores. As minhas atividades docentes têm um impacto no mercado, pois gera conhecimento aplicado (pesquisa) e treinamento de futuros líderes (ensino). As minhas funções na área de consultora, me permitem estar mais perto do mercado e realizar atividades de relevância para o "mundo real".

Quais os principais desafios desse setor?
Aqui nos Estados Unidos, principalmente entre as universidades públicas, há uma tendência de redução de orçamento para pesquisa. Cada vez mais, os professores têm que buscar fontes alternativas de financiamento para realizar estudos e recrutar bons alunos de pós-graduação.

Que tipo de profissional esse mercado espera?
O mercado acadêmico, principalmente nos Estados Unidos, é bastante competitivo. Uma formação sólida, capacidade de ensino e comunicação, geração de conhecimento relevante para a sociedade (por meio da pesquisa) e estar sempre ligado nas novas ideias e conceitos de sua área de conhecimento são condições necessárias para ter sucesso nesse mercado. Ser professor também demanda uma paixão pela causa, pois a remuneração não necessariamente é alta.

 

Entrevista concedida a Ana Carolina Brunelli, estagiária de Jornalismo
15/04/2016

Engenheiro agrônomo conta sobre sua atuação na área acadêmica (Crédito: Divulgação)

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