Agrodestaque entrevista Carolina Fernandes Nalon

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Trajetória e atuação profissional.

Logo no fim da minha graduação, em ciências biológicas na turma de 2010, fiz uma formação de coaching e, desde então, comecei a fazer atendimento nessa área. Mas demorou pra acontecer, até mesmo para eu entender que eu poderia ser coach e abrir uma empresa nesse ramo. Naquela época, só tinha 22 anos, fui trabalhar nos Estados Unidos, na The Ohio State University. Em Ohio, trabalhei por um ano e depois que voltei, abri minha empresa e comecei a trabalhar com coaching. Assim fui pra essa área de desenvolvimento humano.

 

Fale um pouco sobre suas atuais atribuições.

Hoje em dia tenho duas áreas de atuação, o coaching e a comunicação não violenta. Por uma questão de tempo, tenho feito muito mais trabalho que envolve a comunicação não violenta, que é uma ferramenta que nos ensina a lidar melhor com os conflitos, melhorando nossa maneira de se relacionar. Gastamos muito tempo da nossa educação aprendendo habilidades, conteúdos técnicos e teóricos e muito pouco tempo desenvolvendo esse aspecto comportamental. A comunicação não violenta vem para ajudar pois quando entramos no mercado de trabalho somos muito exigidos de para conseguirmos lidar bem com as pessoas.

 

Quais os principais desafios dessa área?

Falando do setor da comunicação não violenta, temos poucos facilitadores de CNV no Brasil. Isso é recente e os facilitadores ainda estão se organizando para formar coletivos. Todos que trabalham nessa área estão sendo muito requisitados e então tem esse desafio de, talvez, nem todos que trabalham com isso serem bons facilitadores, porque a CNV não é como coaching. É quase impossível trabalhar com ela sem ter tido uma relação de profundidade com o tema, sem que ela tenha mudado sua vida. Você não consegue responder as dúvidas das pessoas se estiver preso em um paradigma antigo de comportamento.

 

Que tipo de profissional esse mercado espera?

Ainda não existe um mercado da comunicação não violenta. Não consideramos isso um mercado, mas o que se espera de um facilitador de CNV é que ele tenha uma busca bem firme por coerência, que ele realmente tenha integrado os princípios da comunicação não violenta na própria vida.

 

Texto: Gabriela Martins Spolidoro | Estagiária de Jornalismo

Revisão: Caio Albuquerque

(Entrevista realizada em 24/07/2018)

A bióloga Carolina Fernandes Nalon atua como agente de comunicação não violenta (Crédito: Divulgação)

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